Hey, xu's: oi + árvore de natal

06:56 @Tiabetok 4 Comentários


Me apresentando pela milionésima vez, prazer, Tia. Comecei a blogar em 2005, com o blog Talvez não seja só bobagem,que era uma espécie de diário textual, bem adolescente mesmo,mas que amo com toda força que posso ter, afinal de contas, são minhas lembranças. Em 2010 me aventurei no Coisa de livro, blog literário exclusivo para resenhas e sorteios de livros. E agora vos apresento o Desconstruindo, que é um misto de tudo um pouco, meio diário, meio literário, meio ajuda, pra se tornar inteiro. E para sua plenitude preciso da ajuda de vocês. Já montei um calendáriozinho para me ajudar então se preocupem pois todos serão respondidos e retribuídos. eeeeeee para primeira postagem, vamos de: Natal! é, clichê mesmo mas fazer o quê?  se "abri" o blog em dezembro!

como fazer uma árvore de natal bem bacaninha para seu desktop


você vai precisar de:
1- lã verde (usei cinco rolos com 3 tons de verde diferente e o resto de um branco)
2- tela ( eu tinha em casa mas creio que o metro está em torno de uns R$10,00)
3 - tesoura
4 - enfeites


a) essa é a parte chata e trabalhosa, você vai ter de fazer bolotas de lã, entre cinco e seis por rolo, para que ele fique bem rechonchudinho;
b) corte a tela em um triângulo, 
c) amarre os pompons de lã com pouco espaço entre eles;


a) depois de todos amarradinhos, entremeei pequenos ponpons de lã branca;
b) amarre a tela formando um cone;
c) agora é só enfeitar 

OBS> Bom, infelizmente não posso deixar tudo cheio de frescurinhas e afins, pois divido o desktop com meu marido, outro problema que enfrento é que moramos de aluguel então não podemos furar a parede nem nada, então dei um jeito de fazer algo "unisexy".


1- o alce fiz de fita isolante mesmo
2-somos viciados em canecas e bebemos muito
3 - definitivamente preciso de um espaço maior

Ah, fiz pompons de lã no garfo > segue foto < para simular neve





Então nenéns, espero que tenham gostado, um grande xero. até a próxima.


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09:54 @Tiabetok 0 Comentários

Essa não é uma história diferente. Não é original, como se pretende alguns escritores. Não tem uma boa trama nem personagens que vão da dor à profunda alegria em segundos. Não tem paisagens que fazem suspirar. Não tem rostos belos e olhares de ressaca. Não tem reflexões muito profundas e desejo de mudar. Não tem pôr-do-sol laranja com duas sombras se beijando. Sequer tem alguém escrevendo essas palavras, que são duras porque saem de dedos enferrujados e descuidados no que vão deixar escrito. Escrever essa história é cansativo mas eu já me entrenguei ao trabalho sujo. Quem escreve deve estar disposto a lidar com o sujo, com o não-acabado, com o deficiente. E eu já estou morta e não consigo parir esses frases. Cada tecla da máquina sussura ao meu ouvido "dói, dói, dói".Mas se morre no prazer. A história ali de cima já foi deixada de lado a certo tempo. Agora é nascer mais uma vez quando as letras me chamarem.

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09:16 @Tiabetok 0 Comentários


Sabe, reparei que você sempre tira a casca do pão. E no duro, achei que eu fosse a única pessoa que gostasse de bolinhas de leite no café. Sobre o que você disse ontem, achei legal, como acho legal tudo que você faz, tipo issoessa coisa aí, de mexer o cabelo e me olhar de baixo pra cima. Adoro quando você ri dessa forma. Então, o que você quer que eu leve para o piquenique? Pensei em levar uma torta de amor- a, biscoitinhos em forma de coração pra você comer com aquela geléia de cupu Açu que tanto adora. Sanduíches. Uvas, adoramos uvas, um suco natural e água de coco.  Não ria querido, estou falando sério, ao contrário do que dizem, amor enche sim barriga, aliás, enche mais, enche a alma...
Minha alma está rechonchuda 
de carinhos por ti...

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sobre vinhos...

14:22 @Tiabetok 2 Comentários



Nasci em uma época errada! Algumas pessoas estão de saco cheio de ouvir a frase aderida a pessoinhas empolgadas cults que lutam para parecer descoladas por curtir moda e música dos anos 60 [70, 80...]. Não que eu queira parecer cult, nem pretendo, embora meu gosto musical também seja velho. Falando em velho, meu marido é um [é o que as más línguas falam] e não me importo, é como apreciar um vinho. Sim, vinho, é uma bebida alcoolizada produzida por fermentação de uvas e tem um longo processo antes de vim ás taças para nosso deleite. Esmagamento, fermentação, filtragem, armazenamento e minha fase favorita, o envelhecimento que funciona da seguinte maneira: o vinho é estocado em lugares com pouca luz e temperatura estabilizada, em barris de carvalhos onde o oxigênio passa pelos poros da madeira e isso faz com que ele desenvolva seu aroma, sabor e cor... interessante não?, e olhem, eu não bebo vinho. 
Voltando ao meu marido, o velho, rebato as críticas negativas feitas a nós como casal aberração, com este lindo processo do vinho. Vejam bem, não tenho mais paciência para cervejas que como dizem "quanto mais gelada melhor" grande e puro engano. A cerveja gelada amortece as papilas gustativas mudando seu sabor, é uma ilusão como toda e qualquer paixãozinha em sua vida, algumas provocam ressacas horríveis e todo e qualquer tipo de mau estar... já o vinho... ah, o "meu vinho", que passou por um longo preparo, que viveu bem, experimentou de tudo, sofreu por amor, se ergueu depois disso, conheceu mulheres e aprendeu com elas, depois de tudo isso, do "envelhecimento", nos encontramos e fui totalmente seduzida, talvez por inexperiência mesmo nestas questões já que não sou enófila, mas sua cor era atraente, o aroma irresistível e o gosto maravilhoso, e como é de conhecimento geral sobre o vinhos, QUANTO MAIS VELHO, MELHOR!

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bem querer

05:27 @Tiabetok 2 Comentários



eu te quis tanto ontem quando você mal olhou no meu rosto... não disse uma palavra ao me ver alí quieta, nem cogitou se quer a possibilidade de eu não estar me sentindo bem ... deitou na cama ao meu lado e enrolou meus cabelos como de costume, um hábito qualquer, sem mais toques, sem carinhos, sem calor... e eu te quis tanto ontem com aquela mesma vontade de sempre, com aquele fogo contido e a vontade reprimida, não pelos pudores mas por um tipo de bloqueio maior que não deixava minhas mãos seguirem meus olhos quando te encontravam alí, vendo tv, brincando com meus cachos; mas hoje meu bem, não te quero; não esse hoje literário que implica um daqui pra frente ou coisa assim; não te quero hoje, talvez não te queira amanhã também, quero tomar meu banho e chorar sem me enxugar na tua toalha, quero encharcar o travesseiro e dormir atravessada na cama; vou sair com uma roupa bem curta e torcer pra ter uma construção aqui perto pra ouvir um pedreiro me chamar de "gostosa"; vou sair sem hora pra voltar, para aquela festa de playboys ou para aquela outra onde só vão as vagabundas... hoje eu não te quero, nem me quero, quero algo novo e decepcionante que movimente minha vida, que me deixe mau por dias e que me faça voltar correndo pra nossa rotina...

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disperso em nuvens de fumaça

06:55 @Tiabetok 1 Comentários



Aos poucos tragava. A caixa dizia ter gosto de baunilha, não sentia. Não tinha o paladar treinado às questões tabagistas, mas naquele momento estava fumando.
A cada nova baforada uma tossida. Voltava para si mesma e achava cada vez mais estúpida essa ideia de fumar, no entanto tinha de alguma forma controlar aquela ansiedade.
Tomou um café que também não é de seus hábitos, mas era inverno, e precisava de algo para aquecer-lhe por dentro, já que as poucas roupas que ele deixou ainda aqueciam-lhe o corpo.

Era o último cigarro, e a saudade ainda doía...

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O retrato de Dorian Gray

10:27 @Tiabetok 0 Comentários


O retrato de Dorian Gray
Oscar Wilde
Editora Abril - 
Coleção Os Imortais da Literatura Universal [1972]

Recentemente um amigo me disse que para entendermos um livro devemos lê-lo ao menos umas três vezes, e andei aderindo esta sua moda. Já havia lido o livro a um tempo atrás e o foco mudou todo ao ler esta segunda vez. Entendamos a história:

O livro começa com longas conversas entre lorde Henry e o pintor Basílio Hallward sobre sua maior obra, o retrato mais lindo e expressivo que houvera feito em toda sua carreira, eis que surge Dorian [o modelo do quadro] envaidecido de si mesmo onde expressa o desejo de permanecer eternamente jovem como no retrato. 

"Eu irei ficando velho, feio, horrível. Mas este retrato se conservará eternamente jovem. Nele, nunca serei mais idoso do que neste dia de junho... Se fosse o contrário! Se eu pudesse ser sempre moço, se o quadro envelhecesse!... Por isso, por esse milagre eu daria tudo! Sim, não há no mundo o que eu não estivesse pronto a dar em troca. Daria até a alma!" .
e que a cagada comece.
A obra faz várias menções a artistas de forma geral, e foi este o “meu foco” a primeira vez que li. Grandes bailes, a nata da sociedade e toda mediocridade e mesquinhes que se podia haver entre os aristocratas do século XIX, bebidas, cigarros, livros lidos, óperas vistas e todos os importantes afazeres de quem tinha muito dinheiro e nenhum trabalho. Divagando assim soa um tanto rude, mas agora, nesta segunda vez que li achei um livro romântico.
Talvez um romântico-confuso. O amor pela própria aparência [vaidade], o amor entre artista e obra [o que deixa –a meu ver- as claras uma certa tendência homossexual [comum entre “os artistas”] da parte do pintor], o amor por qualquer manifestação de arte,  o amor, o amor, ah... o amor.... 

Um dos primeiros fatos realmente interessantes do livro é quando o ainda Jovem Dorian apresenta sua “futura noiva” ao Lorde e a Basílio, onde sua apresentação como atriz foi um total fiasco proposital e por conta disso há um rompimento entre os pombinhos, eis que a garota se mata [eba] e depois disso Dorian passa a perceber as mudanças em seu retrato: maldade, cinismos e outras expressões faciais e mais a frente a mudança física dos anos. Sem contar os trechos maravilhosos que sucedem após o episódio:

“Quero conservar dela algo mais do que a recordação de alguns beijos e de alguns fragmentos de palavras patéticas.”
“Há sempre qualquer coisa de ridículo nas emoções das pessoas que deixamos de amar.”
"Se você tivesse casado com essa moça, teria sido infeliz. Naturalmente, trata-la-ia com bondade. Podemos sempre ser bons para com as pessoas que nada representam para nós. Ela, porém, teria descoberto que você lhe era completamente indiferente. E quando uma mulher descobre isso em seu marido, torna-se horrivelmente desleixada, ou passa a usar chapéus muito elegantes pagos pelo marido de outra mulher. "
entre outros

Posso tê-lo romantizado mais que o normal por conta do meu atual estado de espírito [leve e feliz no momento] onde coisas bobas me tocam ... acho que estou ficando melosa... voltemos: Além desta dualidade, Oscar Wilde nos trás um paralelo entre loucura e sanidade mais um pouco de fantasia. A mudança de personalidade de Dorian ao longo dos anos, seus crimes e medos o atormentando, o espanto das pessoas e os comentários de que “vendeu a alma ao diabo para manter-se jovem” e por fim, em um ato desesperado de livra-se de todos estes fantasmas, sua morte. Ok, o livro é cheio de descrições longas e por vezes chatas aí no ponto G da história toda Dorian Gray se mata e só me dão duas folhas sobre isso??!!! Porra gente, sacanagem. Aí o livro acaba com uma morte gloriosa digna de filme dos anos 70 !!!

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esperas

09:01 @Tiabetok 0 Comentários


Das idas, vindas e das que não foram
Dos risos que deixamos de dar
Dos resquícios de brigas
E de tudo que somos
E o que mais nos impede
De conjugar o verbo amar

Não faz mal, meu bem
Só pensar que as coisas não são assim
Deixar de buscar constantemente
Seu fim
Esperando que os sentimentos acordem
E anseiem
Um pelo outro e
O outro pelo um

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sobre o aniversário

13:41 @Tiabetok 2 Comentários






acorda-se

Cara amassada, cabelo desgrenhado. Se arrasta pela casa de meias fofas e coçando a bunda. Não toma café, não dá mais tempo, enrolou demais para levantar e já está em cima da hora do trabalho. Já está de mal humor! a única vantagem é que em razão nacional por conta dos jogos da copa foi dispensada mais cedo; torcer? só por ela mesma! Retorna ao lar: ainda tem que fazer almoço, a pia cheia de louça e no balde não cabem mais roupas sujas. Respira fundo, uma, duas e por fim bufa. Foda-se!
Vantagem: sei pai faz aniversário no mesmo dia, não tem mais que fazer almoço, e é claro que tem vários lugares para assistir o tão esperado jogo do Brasil que a livrou de todas as suas responsabilidades cotidianas. Chega depois dos parabéns, não faz diferença, ainda tem cerveja.
Ri, bebe, reencontra boas pessoas, e esbarra em outro aniversário na mesma data do seu, embora novamente tenha chegado atrasada para os parabéns, não faz mau, o bolo estava ótimo. Some com um amigo: vai para o bar das putas; ri dos outros bêbados, canta músicas bregas de fossa e ri, e bebe. E some; a noite é uma criança, e como toda quis dormir cedo, ela não, nem o amigo, fazia tempo que não se viam; fuçam a cidade, todos estavam bêbados e tudo estava fechado, rodam até o carrinho de cerveja mais próximo da festa mais escrota e continuam rindo, bebendo e rindo muito já a essa altura do campeonato.
Se despede feliz, retorna à casa, abre a porta cambaleando; "ele" já estava lá, com uma cara bem cansada e provavelmente mais zonzo que ela: pegou-a no colo, deu um cheiro gostoso e disse: feliz aniversário. ela agradeceu e dormiram tão agarrados como se não se vissem a séculos. No outro dia, ela visualizou todas as outras felicitações menos importantes no seu facebook, e vai trabalhar com uma ressaca maldita!

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cafeína

07:56 @Tiabetok 1 Comentários


partiu-se
mais uma vez
como outras tantas
tontas
insensatez de amor

e sem tabaco
o tempo já não existe
estagna no eterno

suas ausências extremas mata com café
com pouca fé
e algumas doses de rum



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06:12 @Tiabetok 0 Comentários




... e dos cacos que restaram se recompôs. é claro que faltavam partes, ainda haviam rachaduras, muitas cicatrizes que já nem se importava em ter; algumas até davam orgulho, tal qual marcas de guerra, algumas até eram mesmo [..] não ligava mais pro choro, tristezas ou mazelas da vida. por vezes parecia nem sentir nada grandioso,algo novo,as borboletas no estômago, sentia apenas uma ponta aguda de saudade de acreditar nos contos de fadas, nos romances juvenis; decidiu por fim não se importar mais, só deixar acontecer para que então as coisas aconteçam....

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acúmulos

14:11 @Tiabetok 1 Comentários


Nossas prisões; especular, cogitar, viajar no tempo ou simplesmente estagnar nele. Não ir por preguiça de voltar. Não ser pra não ter que assumir. Se omitir na vida preguiçosa com felicidades disfarçadas na internet e tv a cabo; fotografias com sorrisos falsos, olhos tristes sem nem saber por quê; dias que passam, coisas se adiam em cima de outras que se acumulam. Não dá mais pra tentar dar fim em coisas que findam por elas mesmas, já foi, já era sem nem chegar a ser algo; resta então [re]colher o que está por aí, acumulando o que há de bom, livrando-se do que não serve e acomodando-se mais uma vez em travesseiros macios e chocolate quente nas noites frias de março...

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07:12 @Tiabetok 1 Comentários

        Trocando os bichinhos de pelúcia por bolsas, as roupinhas bobas pelo vestido preto sensual, no rosto produtos que até hoje nem sabe ao certo para que servem, rímel, blush, primer e todos esses nominhos que de certa forma são engraçados. Sobrancelha feita pela primeira vez – tardiamente – que realçou sua expressão blasé, ela sabe que é. A coragem de usar aquele batom vermelho que sempre achou um charme junto daquele escarpam preto altíssimo que a mãe costuma usar. No cabelo, bobs; lentamente o roupão se abre; se analisa; descobre as curvas que sempre cobriu, se exibe, faz caras, bocas, beija o espelho e ri...
        Procura o vestido mais ousado que tem – e nunca usou – mexendo o corpo no ritmo de um bom jazz. Não que tenha ficado vulgar, mas é que ninguém esperava vê-la de tal forma, tão sexy, tão diferente dela; talvez uma forma brasileira de Jessica Habbith , quem sabe... dança como se quisesse seduzir as paredes, obrigando-as a se movimentarem e todos ao redor pararem somente para observa-la, pede um drink sabendo que não vai pagar, pede dois e três e sai, cambaleando, rindo, descalça na calçada esperando chover; não chove; tudo bem, ela segue... 
e segue...
sabe-se lá pra onde... 
mas ela vai... 
em frente.

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onde tudo escapa

13:18 @Tiabetok 3 Comentários



 o desejo sendo substituído pelo descaso. Horários de ir para a cama alterados, desconexos sem mais interesses ou preocupações. os 10 minutos agarrados antes de dormir tornaram-se uma tortura e usamos um beijo chocho e o desejo de bons sonhos para escapar de mais toques... desculpas em cima de desculpas; sem um por que específico, nada de traições ou brigas pesadas, apenas olhos tristes circulando pela casa arruinando o que tinha de melhor em nós dois... Melancolia talvez, ou simplesmente TPM. O medo de assumir que terminou e perceber que foi só uma crise boba como as de todos os outros casais. Ando cansada de toda essa merda. Ainda não consigo conciliar os deveres com os quereres e as precisões. Nem consigo entender a minha prisão e a sua liberdade, e nunca entra na minha cabeça esse seu papo de "que é diferente" é tudo diferente; você é diferente agora. Não sei no que nos tornamos ou se ainda estamos em uma espécie de transformação conjugal para ser alguma coisa, mas do jeito que está não dá pra ficar meu bem... Sinto falta dos teus telefonemas embriagado as altas horas da manhã , da forma desconcertada que ficavas enquanto eu te provocava, do sexo rápido no sofá e de todos os outros perigos; da atenção, o carinho, o beijo... aquele beijo que a tempos não damos...

 por onde ficaram todas essas coisas???

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carta - mais talvez[es]

16:40 @Tiabetok 0 Comentários


Sei que a dias não te escrevo, amigo, me perdoe esta ausência que cá estou para explicá-la. Tem doído, sabe? esses dias frios de noites tão escuras que volta e meia me esbarro nos próprios sentimentos que espalhei para decorar a casa. e o pior é não saber o que se passa, so  sei  que algo mudou. Talvez eu esteja mais amarga; ninguém disse que a vida a dois seria fácil, mas também ninguém me orientou sobre todas estas dificuldades [...] e permanecemos juntos, desfocados nas fotografias. Algo em nós se perdeu; procuramos sobe os lençós e dentro do guarda roupa; também naquela lanchonete que a muito não frequentávamos e não achamos nada nas garrafas de bebida que juntos esvaziamos. Chegamos bem perto de "sei lá o que" quando finalmente descansamos e me pus sobe seu colo um tanto ofegante onde eu - inconscientemente - sabia o intervalo certo de sua respiração e o acompanhava para que nem o menor dos movimentos pudesse estragar aquele momento, e ele afagava meus cabelos e braços, não como de costume, mas com aquela ternura não que dividíamos a tempos ... 
Posso estar errada com relação a estes achados e perdidos e neuras de mulher apaixonada; talvez nós só estivéssemos cansados de nossos afazeres e sem tempo para o amor ; acabamos sentindo falta de dengos e mimos e com muita vergonha de parecer tão adolescente carente para o outro... talvez tantas coisas; talvez as coisas se resolvam, ou nem precisem de resolução, talvez eu deva esperar mais um pouquinho, esperar faz bem; o tempo é mágico


Ouvindo:
O Tempo - Barbara Eugênia

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Antigamente era janeiro

12:19 @Tiabetok 0 Comentários


Quando eu digo saudade, é saudade mesmo. É uma coisa de fibras e músculos, nervos e vísceras, que vem de muito dentro, que se arranca de uma profundidade que nem eu sabia que existia. É uma coisa tão acachapante. Não é uma dessas saudadezinhas de dois tostões que todo mundo tem. Meu negócio é o extremo do extremo. É uma energia que rasga a cortina, desmonta a cena e me leva embora. E pode levar você também... você entende? 
entende isso?

é como se, por diversas ocasiões, misticas ou não;
 negar veemente o que sentimos pelo outro acaba sempre por falhar,
por mais que lutemos em dize-lo para logo depois contradize-lo...
 cansamos de estar separados tanto quanto cansamos de estar juntos ...  

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